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Boas Notícias: Redução do consumo de sal entre os portugueses

Segundo um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) em parceria com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), que foi divulgado o mês passado, houve uma redução de 46% na mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) entre 2003 e 2012. Esta investigação publicada em Maio no Journal of Hypertension  baseou-se nos resultados do estudo PHYSA (Portuguese Hypertension and Salt Study) que foi já divulgado em 2013.

MAS…. Há sempre um mas…

Mesmo assim, Portugal continua no topo da tabela dos países europeus em que a mortalidade por AVC é superior à provocada por enfarte de miocárdio! Sendo que a prevalência da hipertensão na população adulta em Portugal manteve-se em níveis muito altos,  42,2% (em 2012),  e o consumo médio de sal era ainda de 10,7 gramas por dia, quase o dobro das recomendações internacionais (5g/dia).

Segundo o Dr. Fernando Pinto, presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, “A medição da tensão deve começar por volta dos dois anos”. A hipertensão não é uma doença que só ocorre nos mais velhos, e as crianças estão sujeitas a ela, tanto é que os limites recomendados são apenas de 3g/dia. O médico alertou ainda que “Os pais por vezes não têm consciência de que estão a envenenar os filhos”, exemplificando que “alguns cereais de pequeno-almoço já têm a dose de sal recomendada para o dia todo”. A SPH é por isso uma defensora da rotulagem dos alimentos que permita perceber facilmente a quantidade de sódio/sal que estes têm, por exemplo utilizando as cores tipo Semáforo.

Por isso é que eu gosto de apresentar as receitas com os respetivos Semáforos Nutricionais, pois sei que assim é fácil perceber se estamos perante uma má (vermelho), boa (laranja) ou excelente (verde) opção! 
Saiba mais sobre este sistema simplificado aqui.

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